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Dona da Candy Crush marca greve para 25 de setembro na Suécia

Cinco sindicatos suecos pressionam a King, dona do Candy Crush, por acordo coletivo. Se não houver acordo, a parada total começa em 25 de setembro.

18 de setembro de 2026 5 min Fonte: Game Developer

A King é a empresa sueca dona da Candy Crush, aquele jogo de doces coloridos no celular. Ela pertence à Microsoft desde 2023, quando a dona do Windows comprou a Activision Blizzard, o conglomerado a que a King estava ligada.

No dia 15 de setembro, dois sindicatos entregaram à King um aviso de greve.

O prazo vence em 25 de setembro, às cinco da manhã. Se até lá não houver acordo, os trabalhadores param.

O que eles querem

Um acordo coletivo — em sueco, kollektivavtal. É o contrato que um sindicato assina com uma empresa e que passa a valer para todo mundo que trabalha ali: define pensão, seguro, jornada e o direito de opinar quando a empresa muda as regras de dentro de casa.

Na Suécia isso não é exceção. É o jeito normal de organizar o trabalho, e a maior parte das empresas do país tem um. A King, não.

Os dois sindicatos que deram o aviso são o Unionen, o maior da Suécia, e o Sveriges Ingenjörer, que reúne engenheiros. Segundo a Kollega, revista do próprio Unionen, cerca de 80% dos empregados da King na Suécia estão filiados a um dos dois. O Sveriges Ingenjörer informou ter por volta de cem associados na empresa. Nenhum dos dois divulgou o número somado de quem seria chamado a parar — e é bom registrar que esse total não existe publicado, em vez de inventá-lo.

O que os sindicatos dizem com todas as letras é o tamanho da parada. A palavra usada foi total arbetsnedläggelse: interrupção completa do trabalho, todos os associados fora.

Os outros três

Em 17 de setembro, mais três sindicatos suecos entraram — Naturvetarna, DIK e Akademikerförbundet SSR. Eles avisaram greve de solidariedade.

Greve de solidariedade é quando trabalhadores que não têm queixa própria com a empresa param mesmo assim, para apertar quem está em conflito com ela. Na Suécia é legal e é uma arma pesada, porque isola a empresa de serviços e de parceiros que ela precisa para tocar o dia.

Nem os sindicatos nem a King detalharam o que exatamente essas três paradas bloqueiam na prática.

A recusa

A conversa começou em maio de 2025, quando o Sveriges Ingenjörer pediu negociação. Passou mais de um ano. Em junho de 2026, a King respondeu que não assina.

Ulrika Höjgård, diretora de operações da empresa, disse que a King avaliou com calma e mantém a decisão, e que as condições que já oferece estão no nível do que um acordo coletivo daria, ou acima dele.

Agora o Medlingsinstitutet — o órgão público sueco que media conflitos de trabalho — nomeia mediadores. Eles têm até o dia 25.

O que veio antes

Em julho de 2025, a King cortou cerca de 200 postos, algo perto de 10% do quadro, atingindo escritórios em Londres, Barcelona, Estocolmo e Berlim.

Na época, o site mobilegamer.biz publicou, com base em fontes internas que não quis nomear, que parte do trabalho de desenho de fases e de roteiro passaria a ser coberta por ferramentas de inteligência artificial que as próprias equipes tinham ajudado a construir.

A outra ponta da mesma dona

Nove dias antes do aviso de greve, em 9 de setembro, aconteceu o contrário noutro canto da Microsoft.

Os trabalhadores da Blizzard, estúdio americano de World of Warcraft e Diablo, aprovaram os primeiros contratos sindicais da empresa, depois de dois anos de negociação com a CWA — a Communications Workers of America, central sindical que organiza empregados de comunicação e tecnologia nos Estados Unidos. O acordo cobre cerca de 1.900 pessoas.

Entre o que ficou escrito lá: aumento salarial, regras para demitir por justa causa, quatro semanas extras de rescisão independentemente do tempo de casa e a obrigação de a empresa negociar com o sindicato o uso de inteligência artificial no trabalho.

Ou seja: a mesma dona aceitou sentar de um lado do Atlântico e recusou do outro.

Quem paga a conta

São cerca de 550 pessoas, nos escritórios de Estocolmo e de Malmö. Quatro de cada cinco são sindicalizadas. Elas decidem entre parar de ganhar por uns dias e continuar sem contrato coletivo, que é o que garantiria pensão, seguro e voz quando a empresa quiser mudar as regras — inclusive as regras sobre quem faz o trabalho e o que uma máquina faz no lugar.

Do outro lado, uma empresa que sustenta um dos jogos de celular que mais arrecadam no mundo. Segundo dados da Sensor Tower compilados pelo site Business of Apps — e é uma fonte só —, o Candy Crush girou algo em torno de um bilhão de dólares num ano recente.

Para quem joga, o efeito depende do dia 25. Uma parada completa numa empresa que mantém jogo no ar todo dia costuma travar o que é feito diariamente, mas nem a King nem os sindicatos disseram o que sai do ar e o que não sai.

#greve#king#microsoft#trabalho#suecia
Fonte original
Game Developer

Conteúdo curado e reescrito por IA com revisão editorial. Todos os créditos à fonte original.

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