Hipercombo
Voltar para notícias
Retrô Curadoria IA + revisão humana

Silent Hill 2 faz 25 anos, e a carta da Mary ainda não foi respondida

Em 24 de setembro de 2001, Silent Hill 2 chegou às lojas dos EUA. Um quarto de século depois, o jogo de terror mais triste do mundo segue inteiro.

24 de setembro de 2026 3 min Fonte: Silent Hill Memories
👻

Vinte e cinco anos. Hoje. Em 24 de setembro de 2001, Silent Hill 2 chegou às lojas dos Estados Unidos para o PlayStation 2, o console da Sony. O Japão só recebeu o jogo três dias depois, em 27 de setembro, e a Europa esperou até 23 de novembro.

E eu digo logo, sem pedir licença: esse é o jogo de terror mais triste que já fizeram. Não o mais assustador — o mais triste. É outra coisa, e bem mais rara.

Uma carta que não devia existir

A premissa cabe numa frase e dá arrepio até em quem nunca pegou num controle: um homem chamado James Sunderland recebe uma carta da esposa, Mary. O problema é que a Mary morreu há três anos. Na carta, ela diz que está esperando por ele no "lugar especial" dos dois, a cidadezinha de Silent Hill.

James vai. Você vai junto. E a cidade está coberta por uma neblina tão grossa que o perigo só aparece quando já está do seu lado.

Isso é survival horror, o gênero de terror em que a graça não é sair atirando, e sim sobreviver com pouca munição, pouca luz e muito medo. Só que Silent Hill 2 pega esse gênero e o vira do avesso: os monstros importam menos que a pergunta que martela o jogo inteiro — o que, exatamente, James fez para estar ali?

Eu não conto. Quem não jogou merece descobrir sozinho. Mas aviso: é uma daquelas revelações que fazem a gente olhar para trás e reler tudo o que viu com outro olho. Uma coisa desgracenta de boa.

Quem estava lá

A turma que fez o jogo era a Team Silent, uma equipe interna da Konami, a editora japonesa de videogames. Os créditos principais:

  • Masashi Tsuboyama na direção;
  • Akihiro Imamura na produção;
  • Hiroyuki Owaku no roteiro;
  • Masahiro Ito na arte;
  • Akira Yamaoka na música.

E que música. Yamaoka cuidou da trilha e do som ao mesmo tempo, e o resultado é um disco que funciona sozinho, fora do jogo — o que pouquíssima trilha de videogame consegue.

Tem mais um detalhe de bastidor que eu adoro. O primeiro Silent Hill, de 1999, foi dirigido por Keiichiro Toyama, que saiu da Konami e foi trabalhar no Japan Studio, o estúdio da própria Sony. Ou seja: a sequência foi feita sem o criador, em cerca de dois anos, e, na minha opinião, superou o original. Decisão esquisita que deu certo, do jeitinho que eu gosto.

A boneca velha que ainda fala

Jogo velho costuma ficar num canto do armário. Este não ficou.

Em 8 de outubro de 2024, saiu um remake — que é o jogo refeito do zero, com gráficos e som de agora — feito pela Bloober Team, um estúdio polonês. Segundo a própria Konami, essa versão nova passou de cinco milhões de unidades no mundo até 31 de janeiro de 2026, somando vendas, downloads e assinaturas. Cinco milhões de pessoas aceitando, um quarto de século depois, o convite de uma mulher morta.

Então, se você nunca foi a Silent Hill, hoje é um bom dia para ir. Leve uma lanterna. E não confie na neblina.

#silent-hill#konami#playstation-2#terror#efemeride
Fonte original
Silent Hill Memories

Conteúdo curado e reescrito por IA com revisão editorial. Todos os créditos à fonte original.

COMENTÁRIOS(0)

LER É LIVRE. COMENTAR PEDE CONTA.

Assim o comentário sai com o seu nome de Jogador de verdade — e ninguém consegue escrever, curtir ou apagar no seu lugar.

Carregando comentários...